Garimpando A Historia da Liga da Justiça Parte III

16 Fevereiro, 2016
So say we all

Mas foi na saga Lendas escrita por John Ostrander, Len Wein, e desenhada por John Byrne que as coisas realmente começaram a mudar. Os heróis ,chamados Metahumanos, são perseguidos por um agitador chamado Gordon Godfrey usando a opinião publica contra os eles, fazendo o presidente declara-los ilegais. Na verdade toda essa perseguição fora um plano arquitetado por Darkseid, tencionado usar seu lacaio o Glorioso Godfrey para cativar as pessoas e vira-las contra os heróis, assim deixando a Terra vulnerável para uma futura invasão. Quando Godfrey e seus partidários tentaram invadir o Congresso americano usando Cães de Guerra de Darkseid, o Sr. Destino formou uma nova Liga da Justiça (ela havia sido debandada depois que Gládio e Vibro foram mortos por androides do Professor Ivo). Godfrey conseguiu roubar o elmo de Nabu de Sr. Destino, desejando seu grande poder, mas quando pôs o elmo, Nabu o tornou insano, fazendo com que todas as pessoas persuadidas por Godfrey vissem seu próprio erro em segui-lo, assim nasceria logo em seguida uma das melhores fases da Liga da Justiça financiada pelo milionário Maxwell Lord.

Heróis mais humanos e mais próximos da realidade dos leitores, era um potencial que a Marvel já explorava, ate ai tudo bem,
mas o que veio depois foi simplesmente brilhante. Um grupo de heróis mais cômico, e com tantas babaquices humanas que os novos leitores, jovens leitores no caso retornavam as fileiras.
Com roteiros de Keith Giffen, diálogos de J.M. DeMatteis e desenhos de Kevin Maguire, a nova formação da equipe trouxe toda a canalhice de Guy Gardner; a inocência do Capitão Marvel e as brigas constantes com Besouro Azul. Batman, como líder, era o ponto sério e sombrio das histórias, mas terminava participando de momentos cômicos involuntários. Relembro a cena em que Guy Gardner tem um ataque de estrelismo logo na primeira reunião do grupo e o Batman, sem dizer nada, dá-lhe um soco e o nocauteia; os outros membros ficam comemorando que o ranzinza “foi derrubado com apenas um soco!”, o que virou piada recorrente.



A partir de então, esse espirito cômico passaria a ser constante no grupo, acompanhando-os por varias formações diferentes, desde novas adesões de personagens, ate a formação de novas divisões da Liga com embaixadas espalhadas pelo mundo todo, como por exemplo no Brasil, onde a sede possuía uma piscina, a única de todas as embaixadas da Liga a ter uma, graças a um jeitinho brasileiro.





A Liga da Justiça fora dividida em três grupos, a Liga da Justiça Internacional, com Homem-Animal, Metamorfo, Poderosa, Homem-Elástico, Mulher-Maravilha, Flash (Wally West), Gladiador Dourado, o Brasil bem representado com a gatíssima Fogo, e por fim Gelo, a namoradinha de Guy, um soco, Gardner.
Nem mesmo tratando-se de temas sérios, os autores não hesitavam em criar situações estupidas, e embaraçosas. No caso da Liga Internacional, sua patrocinadora era a ONU. Preocupadas as duas maiores super potencias da época Estados Unidos, e União Soviética, conseguem junto ao conselho de segurança impor dois membros importantes na equipe da Liga Internacional, Capitão Átomo e o Soviete Supremo, representando cada um dos lados em disputa na Guerra Fria.


Em 1989, fora criada a Liga da Justiça Europa, formados por Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash, Capitão Átomo entre outros. A zombaria era tamanha que nem a Marvel escapou, tendo um de seus heróis mais famosos parodiados na sem noção Liga da Justiça Antártida, como por exemplo o Esquiador Galáctico, arauto do Decorador de Mundos.



 
A Liga deixaria seu lado mais cômico, para entrar em uma fase mais sombria pelas mãos de Dan Jurgens,
 onde duas sagas chamam bastante atenção, como a Morte do Super homem, onde o grupo é literalmente massacrado por Apocalipse antes de fazer o azulão comer grama pela raiz, e a Mão do Destino. Nesta historia, a Liga enfrenta a versão
corrompida da Liga do Satélite, chamado de Esquadrão Relâmpago. Na verdade, o Doutor Destino estava roubando imagens da mente do Eléktron para criar duplicadas malignas da Liga da Justiça.






Pouco tempo depois, foram criadas duas series derivadas Liga da Justiça Força Tarefa liderada por Ajax, e Extreme Justice liderado pelo Capitão Átomo.
Para coroar os anos sombrios que a Liga passaria nas mãos de Dan Jurgens, no confronto contra o vilão Overmaster no arco Dia do Julgamento, a Liga vence o vilão, mas as custas da vida de uma de suas personagens mais queridas, Gelo.

Mas praticamente não houve tempo para prantear, pois chegava as bancas a saga Zero Hora, graças a uma crise causada por Parallax. Hall Jordan inconformado com a destruição de Coast City pelo Superciborgue durante a saga do Retorno do Superman, vai ate OA pedir permissão para ressuscitar as pessoas assassinadas de sua cidade, o que obviamente lhe é negado devido a real existência, e do porque serve o anel dos Lanternas Verdes, ou seja, ele deve ser usado para um bem maior, e não para um desejo pessoal. Hall ainda mais inconformado enlouquece, assim Parallax, aproveita o momento de fraqueza de Hall, e seu medo, e se apodera
 de sua mente, assassinando quase toda a Tropa dos Lanternas Verdes provocando o evento Zero Hora.





Este Garimpo continua, espero vocês ate lá...

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Em 1968. a DC Comic´s começou a sofrer com a concorrência da então Timely Comics (a editora precursora da Marvel) graças a

língua comprida de  Jack Liebowitz, graças a Deus por isso, que durante uma partida de golfe começou a se gabar para Martin Goodman, sobre o enorme sucesso que a Liga da Justiça estava fazendo. Mais rápido que o Flash, Goodman levou a noticia ate sua companhia que começou a publicar a sua própria série sobre uma super-equipe. Claro que a ideia caiu nos ouvidos de ninguém mais, e ninguém menos que Stan Lee.

Uma das coisas que Lee sempre martelava, era a ideia de criar super-herois mais humanos, cheios de defeitos e problemas com os quais os leitores se identificassem, havia chego sua chance, junto com Jack Kirby, produziu uma revista inovadora protagonizada por uma família de Super-Herois, nascia assim O Quarteto Fantástico.

Para amenizar o impacto que haviam sofrido pelo novo estilo, e linguagem de personagens vindas da editora rival, foram necessárias mudanças urgentes. Para isso, Julius Schwartz abriu espaço para artistas mais jovens, como o escritor Dennis O’Neil e os desenhistas Neal Adams, Jim Aparo, Archie Goodwin entre outros. O ajudante\membro honorário\mascote da liga, Snapp Carr, deveria sair de cena, para tal fora criado uma historia onde ele trai o grupo a mando do Coringa. O Caçador de Marte e Mulher Maravilha saem da equipe, dando lugar a Canário Negro, e Tornando Vermelho. O QG da Liga deixou de ser uma caverna, para um satélite na orbita da Terra. Começa então uma das melhores fases da Liga da Justiça América. Dennis O’Neil deixa o posto para cuidar de outros títulos da casa, como Superman, Mulher Maravilha, e Batman.

 

Uma serie de autores passa rapidamente pelo cargo, entre eles Mike Friedrick (1970-72), Len Wein (1972-1974), O’Neil que retorna em 1975, Cary Bates seria seu substituto em  1975, permanecendo pouco tempo, sucedido por  Elliot S. Maggin  no mesmo ano, e Steve Englehart de 1977 ate 1978. Gerry Conway ex-Editor-Chefe da Marvel e escritor do Homem-Aranha, assumiu o título em 1978, mantendo Dick Dillin como desenhista, onde permaneceu ate seu falecimento em 1980, sendo substituído por George Perez, vindo da Marvel onde trabalhara com Os Vingadores. Novos personagens como Mulher-Gavião,  Zatanna, Nuclear, Homem Elástico, Adam Strange, Metamorfo e Vingador Fantasma foram introduzidos a Liga.

 

Começava na década de 80 oitenta a pior fase da Liga da Justiça, Gerry Conway e Chuck Patton criaram a história em que o satélite é danificado e a equipe volta à Terra onde são liderados por Aquaman, seu grupo era então formado por Caçador de Marte, Homem-Elástico, Zatanna, e os novatos Cigana, Gládio, Vibro e Víxen. Graças a Deus começaria Crise nas Infinitas Terras, que mudaria drasticamente todo o cenário da DC Comic´s, que se mantinha confuso, afastando os leitores mais antigos, e despertando pouco interesse da nova geração em seus títulos.

 

A confusão toda começou na Era de Prata dos quadrinhos com a criação de um Multiverso.  Sendo abordado pela primeira vez, o conceito de terras paralelas, na HQ de Wonder Woman #59 em 1953, onde a amazona fora transportada para um mundo espelho. Mas a ideia se fortaleceu mesmo na historia Flash Two Words, publicada na HQ Flash #123, onde revela-se que a terra 2 dois, era o lar dos heróis da Era de Ouro, assim para cada editora adquirida, uma nova Terra surgia da necessidade de abrigar novos personagens, assim como para cada personagem criado que não se encaixava com os demais, uma nova Terra tambem era criada.

 

Marv Wolfman e Len Wein  foram encarregados de organizar a casa, enquanto George Perez desenharia os cinquenta anos de historias da Editora, resumindo tudo em 12 Edições. Assim para comemorar os 50 anos da DC Comic´s, surgiu Crise nas Infinitas Terras. O universo DC foi varrido por uma onda de Antimateria, mundos inteiros desapareceram, inúmeros personagens deixaram de existir e outros como Flash (Barry Allen) e Supergirl morreram, a Sociedade da Justiça, que antes pertencia a uma outra dimensão, passou a existir no passado da Liga. A Crise fora o primeiro passo para uma reformulação separando o universo DC em dois períodos, Pré-Crise e Pós-Crise, assim fomos apresentados a obras-primas como oSuperman de John Byrne, o Batman de Frank Miller, a Mulher Maravilha de George Pérez, o Homem-Animal de Grant Morrison e o Novo Flash, Wally West, que trouxe de volta velhos e novos leitores, preparando o terreno para uma saga que mudaria mais uma vez o futuro da Liga da justiça, começaria a saga Lendas.

Fonte Crise nas Infinitas Terras:Terra Zero

Este garimpo ainda não terminou, espero vocês no próximo capitulo...

 

 

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