Ton Gouveia

Ton Gouveia

 

 

 

So say we all

 

Saint Ainn...Interior da Jamaica. Nascia um jovem mulato de pai ausente.

De Saint Ainn, para a vida miserável de Kingston em Trenchtown após o segundo casamento de sua mãe Cedella Booker, em sua infância e adolescência extremamente difícil mergulhada no ódio e preconceito de sua própria gente, formava-se a personalidade de Robert Nesta Marley, e assim cresceria Bob Marley, e com ele sua paixão pela musica, e sua mensagem que por vezes mostraria ao mundo que poderia sim haver paz, as pessoas poderiam se respeitar, e serem iguais. E talvez com mais exemplos inspirados por ele houvesse com certeza redenção, e ao som do profeta, como ficou conhecido, o homem poderia enfim através da canção, e do chamado espiritual de Marley encontrar-se com a verdade que ele tanto pregou ao mundo, não só com suas palavras, com seu som e sua dança, mas também com manifestações puras de humildade e amor ao próximo. 

 

 

Não tenha medo, não tema mais...

 

A canção da redenção soa de um violão esperançoso, cujos ouvidos atentos aguardavam o som do próximo disparo, mas enquanto ainda não acontecesse, sua convocação continuaria a inundar os ouvidos de todos que quisessem se libertar da escravidão, dos grilhões postos por si mesmos, dos ferimentos auto infligidos por uma sociedade ensinada apenas a odiar a todos e a si própria. Algemas de uma mentalidade débil que anseia pela liberdade mental, mas que precisa ser guiada por um caminho cheio de pedras. Assim era quando olhava para o seu próprio povo que o isolava, vendo diferença onde ele apenas enxergava igualdade. E ao invés de simplesmente multiplicar o preconceito se tornando mais um, preferiu ser diferente, e indiferente ao que o cercava. E ao som de suas guitarras improvisadas, e suas latas, ele e seu parceiro Bunny, amigos na infância, parceiros para toda a vida, deram os primeiros acordes em sua caminhada dançando embalados pelas canções vindas da América. O blues de Nova Orleans preenchia suas almas de imensa alegria, livrando os de um abismo profundo, e ao som de Ray Charles, Fats Domino, Brook Benton (um dos preferidos de Marley) e os Drifters, enxergavam com os olhos da fé a igualdade que poderia começar na musica tornando-se assim um elo inquebrável, um instrumento que Bob poderia, e soube usar para chegar às almas de todos. Convocando assim todos a cantarem O Som da Liberdade.

 

 

Não, não tenha medo daqueles que podem destruir a matéria etérea de teu corpo, porque sua alma é eterna, tão pouco tema aqueles que tentam calar a tua voz, assim como tentaram cessar o clamor de outras vozes que covardemente permitimos serem massacradas uma a uma. O Som da Redenção convoca a todos, venham cantar a canção da liberdade. Mas apenas você pode libertar sua própria mente, e enxergar outros timbres que na escuridão acendem pequenos pontos de esperança formando uma trilha em direção ao paraíso.

Ouça a canção da liberdade, ele dizia. O homem por mais violento que seja não pode vencer o tempo. Seu corpo ferido, sua forma física destroçada, mas sua alma intacta ainda o levava a proclamar a paz. Seu coração físico doente, sua mente humana atemorizada, mas sua vontade e dedicação a uma missão, que apenas ele parecia compreender, venceriam as gerações, e enquanto a beira do abismo o mundo estiver, certamente a Canção da Redenção ecoara de um tempo distante, onde alguém falava de paz, amor e liberdade dançando nos Guetos da vida, não enxergando a pobreza e a dificuldade. Seus olhos perscrutaram além das cortinas da indiferença de Kingston, da cor da pele, e do ódio. A canção vem de dentro da alma, e não apenas da voz que envelhece a cada dia desde o nascimento.

O pequeno garoto com sonhos de gente grande olhava o horizonte e estendia suas mãos pequeninas tentando alcançar o infinito com suas palavras de sabedoria. Dizendo que as pessoas não deviam chorar, mas se mover ao som de sua musica, acompanhar os movimentos de seus cabelos, e sua crença rastafári, não seguir seu exemplo que ele considerava imperfeito, mas que elas sempre deviam se desvencilhar de ideias, e pensamentos que levassem ao mau, e que o mundo não fosse destruído, que fosse curado de suas chagas, e que a mãe natureza reinasse absoluta.

O garoto sabia que crescer e tentar mudar as coisas apenas com palavras e canções não resolveria todos os problemas. Mas inspirar exemplos daqueles que tem por obrigação cuidar do povo, isso sim poderia curar o mundo. Então um simples aperto de mãos que uniu toda a Jamaica em "One Love Peace Concert" seria um pequeno passo que levaria todos a acreditar que a paz e a coexistência eram mais que possíveis, eram fundamentais para a existência e sobrevivência da raça humana.

 

"As pessoas que estão a tentar destruir o mundo não tiram um dia de folga. Como posso eu tirar, se estou a fazer o bem?"

Bob Marley

 

Não há como falar de morte, quando se escreve sobre alguém que amava a vida. Ele estava em paz consigo mesmo. Seu Chamado a Redenção não era apenas para ele que já havia aceitado seus defeitos e entregue sua alma ao Todo Poderoso. Mas a Canção da Redenção era também para todos nós, de todas as gerações seguintes, para que escutássemos a melodia e seguíssemos o caminho, lado a lado brancos e negros, independente de religião, e quaisquer escolhas que possamos tomar; que esqueçamos níveis sociais, diferenças politicas, para que todos possamos seguir o caminho do perdão, a Trilha da Redenção.

 

 

Canção de Redenção

Velhos piratas, sim, eles me roubaram
Me venderam para navios mercantes
Minutos depois de eles terem me tirado
Do poço sem fundo
Mas, minha mão foi fortalecida
Pela mão do Todo-Poderoso
Nós avançamos nessa geração
Triunfantemente

Você não vai me ajudar a cantar
Estas canções de liberdade?
Pois, tudo que eu sempre tenho:
Canções de redenção
Canções de redenção

Libertem-se da escravidão mental
Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossas mentes
Não tenha medo da energia atômica
Porque nenhum deles pode parar o tempo
Até quando vão matar nossos profetas
Enquanto nós permanecemos de lado, olhando?
Alguns dizem que isso faz parte
Nós temos que cumprir o Livro

Ajude-me a cantar
Estas canções de liberdade?
Pois, tudo que eu sempre tenho:
Canções de redenção
Canções de redenção
Canções de redenção

 

 

 



 

 

So say we all

Muito bem galera, eu estava em casa à toa este fim de semana, pensando ate em fazer um churrasco, chamar uns amigos, enfim, ter um domingo bacana, quando resolvi olhar em meu celular a minha caixa de e-mails, e para minha surpresa, me veio a proposta para escrever uma coluna com o foco somente em especulações no geral, tanto em filmes, series, Hqs e tal.

So say we all


A Minissérie começa por nos levar ate o um ritual de passagem, onde Van-L, antepassado de Jor-El, e Kal-lel, atingira a maturidade se tornando um homem segundo as tradições da então ampla e cientificamente evoluída sociedade Kryptoniana, cuja base de sua medicina era o uso de clones para transplantes de órgãos danificados pelo envelhecimento, doenças, e acidentes, prolongando assim a vida. A pratica dos transplantes já era antiga no planeta, assim como a oposição de Sen-M e sua Liga da Vida, que preferiram ter uma morte natural, a ter que usar as ate então barbaramente chamadas peças de reposição. A Técnica consistia no seguinte, cada filho de Krypton que nascia doava três células de seu corpo para criar suas duplicatas, totalmente destituídas de uma mente e vontade própria. O que começa a gerar protestos, de uma forma inicial pacifica. Logo, o ideal, e importância, mas não a essência pacifica da causa, se espalham por grande parte da população que se coloca contra essa pratica, por considerar que esses clones tem direitos iguais a qualquer cidadão kryptoniano.

O planeta afundando no caos, e violência, mergulha de vez na guerra quando Nyra, a mãe dominadora, e déspota, resolve finalmente casar seu único filho Kan-Z, o problema, e a forma como será concebido tal matrimonio, e a noiva escolhida para essa união, revelando-se uma bizarrice total.