Batman Versus Superman: A Origem da Justiça. Entre Luzes, Aplausos e Lagrimas

26 Março, 2016
So say we all

Um garoto olha pela janela e se desespera com um mundo sombrio sem esperança.

Tudo parece desabar diante do caos e do medo. Mas ele sabe, existem heróis. Incompreendidos, cheios de defeitos, conflitos, vícios, problemas morais, humanos. Sim humanos, independente de sua cidadania, de sua pátria, ou do mundo onde nasceram, mesmo sendo anos luz de seu planeta natal.

Ele escolheu, ou foi escolhido? Destino? Ou simplesmente fez o que lhe fora ensinado? Será que segue seu coração? Quantas perguntas para um ser, considerado um deus de aparência humana, mas que na hombridade não poupa esforços para fazer o que for preciso para salvar uma vida. Sim ai está a diferença, uma vida para ele não é diferente de um milhão. Isto torna Ka-lel de Krypton, Clark Kent, um alienígena criado como um homem, destinado a ser um Super homem.

Um grande dilema, factível, testemunhado por nós diante de Superman em Man Of Steel, que acaba na busca por fazer o que é certo ao seu coração de herói, tomando uma decisão que devora sua alma, tirar uma vida para salvar outras. Mas o fator humano se torna claro, quando as conseqüências impensadas de seus atos afetam outras pessoas, outras vidas.

É surpreendente a visão de Zack Snyder desse seu novo Superman em fase de amadurecimento, quando rotulado de deus por todos, mas que ao se olhar no espelho perscruta um ser falho que poderia ter feito mais e melhor.

Um herói em busca de equilíbrio, em busca de luz, em busca de redenção. Assim nos é apresentado esse novo Superman tentando como qualquer homem ser o melhor, mas acaba julgado por suas falhas, perseguido por suas qualidades, temido por ser quem é, odiado por seus dons, uma dádiva, mas também uma maldição. Suas escolhas o tornam humano, seus poderes o tornam sobre humano, e sua vontade e espírito heróico o tornam uma ameaça.

Estamos diante de um impasse, quando vemos um homem correndo desesperado enquanto tudo em que acredita começa ser demolido. Um homem tentando ser sobre humano, enfrentando seus próprios dilemas mortais, de inferioridade e incapacidade. Nos seus olhos vemos a chama, a vontade, e o espírito de alguém que se julga capaz, mais do que isto, ouvimos um coração palpitar com força suficiente para derrotar um deus que tenta ser mais humano, enquanto o humano tenta ser um deus.

Parecem caminhos opostos, ou apenas a incompreensão mútua um do outro, são antagonistas, ou na verdade são tão parecidos que poderiam se completar? O dia não se opõem a noite, ele abre caminho para que esta exiba sua majestosa beleza impetuosa, ate que esta se retire humildemente para que a força descomunal da luz, preencha o mundo com a perspectiva de um novo dia, e um brilhante futuro.

A obra icônica cheia de referencias de Zack Snyder, nos leva a mergulhar em um universo onde dois seres preenchem cada pequena lacuna, buscando cada um a sua própria verdade. Tentando provar mais do que um ao outro, arrisco dizer, talvez, para si mesmos a sua maneira sombria ou incompreendida, humana ou divina, que os meios engrandecem o fins, e que a justiça é o penhor maximo, sem recompensas, por suas atitudes e feitos.

Em Batman Versus Superman: A Origem da Justiça, vi dois seres separados por visões diferentes, conceitos e filosofias, se depararem com a pluralidade de pensamentos adversos, e ideais semelhantes. Que desconexos se perdem de si próprios. Mas que juntos formam o bastião da justiça, não perfeita, mas necessária, para que o mundo respire, tome um pequeno fôlego de esperança, e talvez comece a ver um amanhã.

Sim a obra de Zack Snyder reacende a velha chama Dcnauta, nos convida a mergulhar profundamente no, ainda que imaturo, mas irresistível Universo Cinematográfico DC Comics. Sombrio, aterrorizante, o Batman perfeito, tantos adjetivos podemos ouvir daqueles que como este que vos escreve esperava ansioso, não por um confronto apenas, mas por um encontro a muito tempo já marcado, entre fã, Batman, Superman, e cinema. Sim temos um Batman impiedoso a lá Frank Miller, mais maduro, mais forte, mais cansado, menos esperançoso, mais confiante em si próprio, um Batman fiel as HQs que tanto amamos.

Uma trama, ate certo ponto, simples, mas cheia de referencias, e Fan Services, recheada de reviravoltas, cenas, e frases icônicas, que vai construindo desde sua fundação em Man o Steel, e seguindo em Batman Versus Superman: A Origem da Justiça a base para algo imenso, com potencial sem limites para algo ainda mais grandioso e magistral.

A Warner enfim parece ter encontrado o caminho por onde seguir, nos presenteando com um excelente filme, cheio de ganchos e possibilidades, e não me refiro apenas a historia, a trama, o enredo, tão pouco aos efeitos, na minha opinião exagerados em alguns pontos, mas que não atrapalham a beleza do longa, tão pouco sua diversão e entretenimento. Eu cito aqui, clichê vão dizer, porque já alguns anos e produções, observamos Ben Affleck crescer em talento, e inteligência,e que mesmo criticado de inicio, mostrou uma postura digna do verdadeiro Bruce Wayne, não cedendo a pressões, mantendo o foco, e olhando para o que seria um grande desafio, sim, este mesmo Affleck criticado por Demolidor, elogiado por Argo, agora amado por Batman, se tornou o que muitos afirmam, inclusive eu, o Batman definitivo. Mesmo que sua subita confiança no Homem de Aço, ao ponto de considera-lo seu amigo muito mais rápido do que realmente o Homem Morcego naturalmente faria, cause estranheza em quem vê Batman nos cinemas, acostumados a um vigilante sempre atento, desconfiado de tudo e todos. Mas relevamos, afinal trata-se de uma linguagem cinematográfica onde cada segundo para contar uma historia se torna de suma necessidade, para que outras dezenas de acontecimentos possam ser contados, ou revelados.

A magistral trilha sonora de Hans Zimmer se torna impecável, quando nos transporta de nossas cadeiras, nos levitando tanto quanto os morcegos nos sonhos de Bruce. Ela é cirúrgica quando precisamos ter medo,nos apavorando quando confrontamos o Homem Morcego logo nas primeiras cenas do longa, perturbadora como muitos já a classificaram, ao mesmo fazendo nossos espíritos se incendiarem com o calor da batalha, ou nossos corações chorarem nos momentos mais dramáticos. Ela é perfeita e se encaixa com cada personagem, casando com a personalidade individual e característica de cada um. Entre elas destaco especialmente Is She With You? Musica tema da Mulher Maravilha,vivida pela lindíssima Gal Gadot, que ao contrario das más línguas, por seu porte magro, sem os dotes que muitos marmanjos adoram, mas que de forma alguma perdeu em sensualidade, desempenhou com personalidade e maestria o papel que lhe fora incumbido ao dar vida a amazona mais querida das HQS em seu retorno triunfal depois de quarenta anos de saudade, desde que Linda Carter viveu a personagem em uma serie americana encerrada em 1979.

O que falar de Lex Luthor, o menino com seus novos brinquedos, se recusando a dividir seu quintal com o outro garoto vindo de Krypton. A ameaça oculta por um semblante e gestos filantrópicos, um coração cheio de rapina e rancor, um manipulador perfeito, capaz de enganar ate mesmo o maior detetive do mundo, personificando e consolidando a alcunha de a maior mente criminosa do século, sim, Jesse Einsenberg, um garoto franzino que mostra um inegável coração, e um imenso talento ao atuar de forma notável, apresentando um Lex Luthor diferente de tudo que já havíamos visto, surpreendendo ate o mais cético dos fãs, crescendo de forma espantosa durante todo o longa, roubando a cena, e se tornando o pivô fundamental de toda a trama.

Sim, as ressalvas e poréns são muitas, mais insignificantes, existem furos de roteiro, mas nada que atrapalhe o filme, a grandiosidade e seu desenvolvimento. Concluo sim, satisfeito, e feliz, e é com orgulho, satisfação, e entusiasmo. Porque não? Que recebemos este novo Universo Cinematográfico da DC Comics, cheio de pontos reveladores, e com bases solidas para olharmos confiantes no futuro, não uma copia como muitos afirmam, mas um universo distinto, habitado por seres, sejam heróis, ou vilões, que amamos.

Seja bem vinda aos cinemas DC Comic´s, mas venha para ficar...








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Com a proximidade da estreia e um dos filmes mais aguardados do ano, DC e Warner lançam mai um trailer repleto de cenas ineditas do longa Batman vs Superman A Origem da Justiça.


Em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, temendo as ações do super-herói, visto como um deus, totalmente fora do controle de qualquer um na terra, o próprio formidável vigilante vigoroso de Gotham City assume a mais reverenciada função de salvador de Metropolis.



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A Minissérie começa por nos levar ate o um ritual de passagem, onde Van-L, antepassado de Jor-El, e Kal-lel, atingira a maturidade se tornando um homem segundo as tradições da então ampla e cientificamente evoluída sociedade Kryptoniana, cuja base de sua medicina era o uso de clones para transplantes de órgãos danificados pelo envelhecimento, doenças, e acidentes, prolongando assim a vida. A pratica dos transplantes já era antiga no planeta, assim como a oposição de Sen-M e sua Liga da Vida, que preferiram ter uma morte natural, a ter que usar as ate então barbaramente chamadas peças de reposição. A Técnica consistia no seguinte, cada filho de Krypton que nascia doava três células de seu corpo para criar suas duplicatas, totalmente destituídas de uma mente e vontade própria. O que começa a gerar protestos, de uma forma inicial pacifica. Logo, o ideal, e importância, mas não a essência pacifica da causa, se espalham por grande parte da população que se coloca contra essa pratica, por considerar que esses clones tem direitos iguais a qualquer cidadão kryptoniano.

O planeta afundando no caos, e violência, mergulha de vez na guerra quando Nyra, a mãe dominadora, e déspota, resolve finalmente casar seu único filho Kan-Z, o problema, e a forma como será concebido tal matrimonio, e a noiva escolhida para essa união, revelando-se uma bizarrice total.

Garimpando A Historia da Liga da Justiça Parte I

11 Julho, 2015

 

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